• Eliane Silva

Ouse Crescer

Atualizado: 6 de fev.

Encontre sua voz e deixe sua marca no mundo




Você conhece a “censora interior”?


Ao combater o pensamento inseguro e a voz da autocrítica, nos tornamos fortes. Mudar a maneira como lidamos com nossa insegurança significa conhecer bem nossa “censora interior”. Deixar de dar ouvidos à “censora interior” e ouvir mais a voz dentro de si mesma é fundamental para o crescimento. “Aprender a ouvir a mentora interior, em vez da censora interior, é a primeira grande iniciativa para ousar crescer”. A censora interior é a voz que em nossa mente nos faz acreditar que somos incapazes ou que tal coisa não seria para nós. É a voz repetitiva que se concentra nos problemas, falando em tom ansioso e assumindo posições radicais de autocondenação. Estamos geneticamente predispostos a ouvir essa voz, não por ter passado por traumas ou conflitos internos durante nossa vida, mas pela manifestação do nosso instinto que nos faz sentir medo em relação aos nossos sonhos.

“Aprender a ouvir a mentora interior, em vez da censora interior, é a primeira grande iniciativa para ousar crescer”.”

Podemos perceber onze características sobre a censora interior. “Você provavelmente não perceberá todas as onze em tudo o que a voz da insegurança lhe diz, mas pelo menos algumas estarão presentes”. São elas:

  • “Dura, rude e má” – Ao escutar essa voz dizendo coisas duras sobre você, saiba que ela é da sua censora interior.

  • Binária” – O pensamento da censora interior será sempre binário, ou você é amigável ou é detestável.

  • “Racional, só na aparência” – A censora interior parecer ser realista e agir com eficiência.

  • “Você ainda não está pronta” – É exatamente dessa forma que ela vai se manifestar.

  • “Você não é boa em matemática/negociação/tecnologia” – Para muita gente a voz da insegurança se manifesta em relação a coisas da nossa cultura.

  • “A voz do perfeccionismo físico” – Outra manifestação se dá em coisas relacionadas ao seu tipo físico.

  • “A gravação” – A voz da censora interior por diversas vezes parece uma voz gravada que se repete ao longo dos tempos.

  • “Um disco arranhado” – A censora interior aparecerá como uma mensagem nova de tempos em tempos, mas em geral com a mesma história.

  • “Irracional, mas persistente” – Mesmo sabendo que o que a voz vai dizer será algo depreciativo, ainda sim nos deixamos influenciar por ela.

  • “O golpe duplo” – Primeiro a censora ataca com pensamentos críticos, depois a envergonha por ter tido esses pensamentos.

  • “A censora interior pode inspirar-se em críticos da vida real” – Nossos críticos externos parecem estar na nossa mente, as vezes você escutará ecos de um pai, irmão, alguém da sua família.


Como reduzir a influência da censora interior na sua vida?


A censora interior é a insegurança falando mais alto na nossa mente, ela age como um guarda na fronteira da zona de conforto, tirando a capacidade humana de se aventurar e ultrapassar os limites. Como ocorre com a maioria de nós, a censora interior é uma companheira que mantemos por longos anos. O mais importante ao ouvir essa voz da insegurança é saber identificá-la. Devemos aprender a deixar a censora interior falar à vontade sem seguir as orientações dela, não permitindo em hipótese alguma que ela faça parte de nossas escolhas. Podemos ouvi-la, mas de forma alguma seguir seus conselhos. Uma boa dica seria criar um personagem para representar a censora interior. Ao criar esse personagem com nome e imagem tiramos essa voz da nossa essência e logo saberemos lidar com suas críticas ao invés de receber essas informações. Você irá ouvir uma voz de um personagem que não está ligado a você e que é muito limitado.


Descobrindo a sua mentora interior


Saber ouvir a mentora interior em vez da censora interior é o primeiro passo, para a grande mudança que nos capacita a ousar crescer. Deixamos de dar atenção à voz da censora interior e a transferimos para a mentora interior, ignoramos as orientações da censora e passamos a assimilar a sabedoria da mentora, esse é o grande segredo e o passo inicial para começarmos a nos destacar para o sucesso.

“A censora interior é como um guarda na fronteira da zona de conforto. Desde que você não se aventure a transpor os limites do território seguro, a censora interior a deixa em paz.”

Fazendo um exercício da visualização do futuro e usando a ferramenta do “eu futuro” teremos uma perspectiva bastante diferente do cenário atual. O “eu futuro” é uma ferramenta indispensável para que as mulheres encontrem as respostas certas nas escolhas da sua vida. Sabendo usar as ferramentas certas para reconhecer a voz da censora interior e pedir a orientação da mentora interior, você fará a combinação necessária para o seu sucesso.


Pensadora realista


A pensadora realista que existe dentro de nós busca soluções para os problemas, se manifesta com objetividade, clareza e tranquilidade. “O pensamento realista é inquisitivo, explorador e altamente criativo”. Existem algumas características visíveis sobre a pensadora realista. Ela sempre tem foco no próximo passo, buscando sempre a solução para os conflitos, assumindo posições conciliadoras e de autoconstrução.


Pachad e Yirah


A Torá, livro sagrado para os judeus, usa duas palavras diferentes para designar o medo. Pachad e yirah. Pachad é o medo das coisas que projetamos, nossos fantasmas. É o medo irracional, sem pensar, que gera um cenário de caos dentro da nossa imaginação. É o medo da vergonha, de um acidente aéreo, algo bastante irracional. Yirah é o sentimento que nos domina quando experimentamos algo maior do que estávamos acostumados, uma quantidade de energia maior do que tínhamos antes, é exatamente o mesmo sentimento que sentimos na presença do divino.

“A solução não consiste em eliminar a dúvida em relação a si mesma, mas em aprender a deixar que a censora interior fale à vontade, sem seguir as orientações dela. O objetivo é ouvir a ladainha da censora interior, mas não permitir que ela determine suas escolhas.”

“Ao diferenciar pachad de yirah, nos tornamos capazes de manejar o medo com sabedoria, de modo que ele não nos impeça de ousar crescer”. Obviamente, só poderemos reagir de forma diferente se soubermos diferenciar esses sentimentos. Quando sentimos medo só podemos reagir de forma diferente se soubermos com quem estamos lidando. “Para muitas mulheres, tanto pachad quanto yirah provocam um intenso sentimento de alerta, de adrenalina e uma espécie de nervosismo do tipo “Estou fora de minha zona de conforto”. Podemos associar o pachad à censora interior, pois com frequência ela irá se manifestar quando estamos sentindo pachad. No caso do yirah, você provavelmente o sentirá nos momentos em que está fazendo o que sua mentora interior faria.


As práticas contra pachad


Recorra à sua mentora interior sempre que sentir medo, use a sua respiração sempre que se sentir em desconforto; desacelere; evoque o amor, faça uma oração. Seja curiosa. A curiosidade é uma poderosa arma contra o medo. Seja positiva; analise a situação e diga boas palavras em voz alta. Siga o medo até o fim. O medo paralisa, mas enfrente-o. Ouça uma música e faça um relaxamento corporal e viva o medo. Não existe ferramenta melhor do que encarar e atravessar o medo.


Comunicação


Mudar hábitos na comunicação escrita e verbal é muito importante. Muitas vezes travamos uma grande batalha ao expor uma ideia ou simplesmente escrever. As mulheres devem excluir do seu vocabulário hábitos verbais sabotadores, aqueles que no fundo expressam uma proposta de conexão equivocada. Devemos demonstrar segurança e atitude positiva ao escrever e-mails. Algumas palavras devem ser evitadas, pois demonstram insegurança e dúvida. Não use palavras diminuidoras e pedidos de desculpas desnecessários. Usando as técnicas certas, você mudará a forma como se comunica e deixará de lado os hábitos verbais sabotadores. Aqui vão algumas dicas:

  • “Um de cada vez” – A mudança de hábito verbal deverá ser feita semanalmente e prestando atenção nas palavras para eliminá-las.

  • “Associe-se a uma amiga” – Converse com amigos e colegas sobre seus hábitos sabotadores.

  • “Grave a própria fala” – Fazendo isso, você perceberá de imediato os hábitos verbais sabotadores e poderá livrar-se deles.

  • “Continue sendo você mesma” – As mulheres costumam ter uma forma única de se expressar. Superar os hábitos desnecessários não significa adotar uma forma que não combina com você.


Usando o feedback na construção dos seus sonhos


Grande parte do medo que a mulher sente de ousar crescer está relacionado com o que os outros vão pensar dela. Com o passar do tempo vamos descobrir que o feedback não fala sobre você, fala sobre quem dá o feedback. Ao receber qualquer tipo de feedback, positivo ou negativo, tenha sempre em mente o fato de falar mais de quem emite do que quem recebe. É necessário identificar quem são as pessoas que podem influenciar você, as mulheres que ousam crescer sempre serão alvo de crítica. Talvez por estarmos fazendo algo pioneiro dentro de uma área, devemos encarar a crítica como algo inerente ao crescimento.

“O que define um chamado não é sua duração nem a área de atuação, mas a paixão e o anseio de cuidar de uma determinada necessidade.”

É muito importante saber identificar o feedback, a forma ideal de buscar o feedback seria obter informações estratégicas, neutras que nos ajudam a alcançar nossos objetivos. Desempenhando suas habilidades como criadora e boa ouvinte que são importantes para ligar o feedback e as mudanças que você fará com o resultado. É de suma importância ao coletar as informações, refletir sobre elas, discernindo seus resultados para projetar uma criação. “Quando se trata de ousar crescer, as mulheres brilhantes podem escolher entre o desconforto da coleta do feedback preliminar e a dor do fracasso de uma criação há muito imaginada e cuidadosamente elaborada”. 



Ouvindo o chamado


O chamado é o anseio que temos de atender. Não é difícil de reconhecer um chamado. Muitas mulheres sentem que estão ousando crescer mais verdadeiramente quando respondem ao seu chamado. Alguns chamados são projetos longos e outros curtos. Existem chamados criativos, comunitários e profissionais. O que define o chamado não é a duração, mas sim a paixão de cuidar de uma determinada necessidade. O chamado se faz presente por uma necessidade de realização pessoal e uma função social.

“Nossos chamados determinam um aspecto importante do que ousar crescer significa para cada uma de nós.”

Geralmente os chamados se revelam em oito situações padrões. Quando você percebe uma frustação em relação a algo na sociedade. A percepção pode vir de forma positiva, de como as coisas poderiam ser diferentes. Você pode sentir uma enorme resistência pelo chamado surgir de forma inconveniente. O chamado é marcado pelo sentimento de que essa é a nossa missão; sentimos um sentimento incomum por estar realizando uma tarefa especial. Ao ouvirmos o chamado, nem sempre teremos todos os recursos, mas faremos o possível para concretizá-lo.


A importância de “saltar”


Existem muitas razões para saltar, o salto sempre nos torna mais eficientes com coragem para enfrentar obstáculos e encontrar soluções mais rapidamente. Debbie Lamb Turner descreveu seu salto: “Meu grande sonho é construir um centro para retiros cujo objetivo será despertar esperança, promover curas e outras possibilidades infinitas. Além de usá-lo para retiros de mulheres, também o ofereceria a outros facilitadores, que poderiam utilizá-lo em seus próprios programas de inspiração. Meu salto é começar o processo agora, antes mesmo de ter as instalações físicas. Programei uma reunião em minha casa, em abril, para que as mulheres se conheçam e recebam apoio para crescer. Estou divulgando as informações em um newsletter amanhã. Sinto-me empolgada – e assustada – com essa iniciativa.”


Facilitando as coisas


A autodisciplina é uma ferramenta para manter-se motivada. A motivação deve ser por amor a você mesma e não pelo fato de ser bem vista pelas pessoas ao seu redor. Estabeleça alguns rituais e rotinas que lhe ajudem no seu processo de crescimento:

  • Estabeleça “objetivos-satisfação” em vez de “objetivos-obrigação”.

  • Encontre aliadas e alguém para prestar contas.

  • Veja-se como parceira de uma força mais poderosa.

  • Elabore um plano baseado em suas forças e recursos singulares.

  • Ao empacar, questione-se com autocompaixão.

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